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"Eu odeio a classe média"

Em 2014, ganhou fama uma diatribe contra a classe média proferida por Marilena Chauí, professora de filosofia política e história da filosofia moderna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.


Eu odeio a classe média. A classe média é o atraso de vida. A classe média é a estupidez; é o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. É uma coisa fora do comum. [...] A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim.

O ódio à classe média não é novidade entre os totalitários, particularmente entre os marxistas, e sua origem nada tem a ver com tais insultos. Mas o vitupério da intelectual da Fefeleche é compreensível. Não foi por acaso que a Internacional Comunista, por volta de meados do século anterior, decidiu deslocar seu alvo de doutrinação dos proletários (camponeses e operários semiletrados) para a elite intelectual, “pulando” justamente as classes intermediárias.


Em geral, o cidadão de classe média possui nível intelectual suficiente para não se deixar levar facilmente pelo extremismo ideológico, com a vantagem de não ter sucumbido à lavagem cerebral contumaz nas madraças acadêmicas, onde grassam discursos de ódio similares aos de Chauí: verdadeiros “ninhos” do totalitarismo.


Testemunha ocular do nascimento do monstro nazista, Hannah Arendt (1906-1975) descreveu os métodos de controle da sociedade típicos do totalitarismo.

Hannah Arendt, também filósofa e historiadora, foi testemunha ocular da ascensão totalitária na Alemanha nazista. Por conta de sua origem judaica, não teve permissão de defender uma tese que lhe daria acesso à docência nas universidades alemãs. Arendt conheceu como poucos os instrumentos utilizados pelo totalitarismo para dominar e controlar o meio acadêmico. Anos depois, em sua obra magistral Origens do Totalitarismo, a alemã dissecou com brutal vivacidade a origem dessa fúria contra a classe média, apontando a razão da predileção totalitária pelos extremos: a ralé e a elite:


Somente a ralé e a elite podem ser atraídas pelo ímpeto do totalitarismo; as massas têm de ser conquistadas por meio da propaganda. [...] Quando o totalitarismo detém o controle absoluto, substitui a propaganda pela doutrinação e emprega a violência não mais para assustar o povo [...] mas para dar realidade às suas doutrinas ideológicas e às suas mentiras utilitárias.[1]

De forma silenciosa, o neototalitarismo tomou conta de boa parte da mídia e das instituições acadêmicas do Ocidente. Não aconteceu por acaso o seu amplo controle dos meios de comunicação. Ele somente poderá ser contido se forem conhecidas e expostas suas origens, vetores e sofismas.


Pelo Bem da Humanidade oferece ao leitor uma visão global desse processo.

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[1] Hannah Arendt, The Origins of Totalitarianism, p. 341

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