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O Conto das Cabeças Cortadas


Em fevereiro de 1964, o líder comunista Luís Carlos Prestes garantira a Nikita Khrushchev, secretário-geral do PCUS, a presença de comunistas no comando das Forças Armadas. Disse inexistirem condições favoráveis a um “golpe reacionário no Brasil”, mas que, se houvesse alguma tentativa, “os golpistas teriam as cabeças cortadas”.


Em 29 de março, ele repetiu a diatribe ao microfone, diante de milhares de pessoas reunidas no Estádio do Pacaembu, na comemoração do aniversário do PCB. No calor da Guerra Fria, parecia inevitável a instauração de um governo comunista no grande país sul-americano, logo transformado em satélite da URSS, com atraso de quase 30 anos em relação à Intentona de 1935. O banho de sangue promovido por Fidel Castro e Che Guevara em Cuba seria replicado no Brasil.


Felizmente, as previsões de Prestes não passaram de devaneios. O historiador marxista Jacob Gorender cravou uma avaliação certeira da visão política do revolucionário brasileiro: “A repetição dos prognósticos calamitosos se revelou uma especialidade de Prestes”. De fato, bastou um sopro para fazer desmoronar o castelo de cartas do governo. Desbaratou-se o dispositivo político-militar proto-totalitário, sem um único tiro, apenas dois dias após a arenga prestista no Pacaembu.


O almirante Cândido da Costa Aragão, comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais e comprometido com os comunistas, foi encontrado debaixo da cama pelos oficiais encarregados da sua prisão. “Brizola abandonou tudo e escapou [...] O Sr. João Goulart não renunciou. Não foi deposto. Fugiu. Não teve bravura nem estatura para honrar, do começo ao fim, o seu turbulento mandato”, noticiou um jornal carioca.


Em 2 de abril, mais de um milhão de pessoas saíram às ruas do Rio de Janeiro — à época, pouco menos de um terço da sua população — para saudar a intervenção civil-militar. A multidão desfilou triunfante pelas ruas do centro da cidade, sob chuva de papeis picados, durante a Marcha da Vitória da Democracia. “Ficamos sabendo que era de palha toda a estrutura da famosa infiltração comunista que tanto nos intimidava: eles tinham tudo nas mãos, poder, dinheiro, técnica, ministérios, arcebispos, estudantes vadios e barulhentos, Forças Armadas etc. e, de repente, vê-se que nada tinham”, publicou o Diário de Notícias. __________________ Pelo Bem da Humanidade, p. 362. www.pbhumanidade.com

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